
Hoje estava eu tranquilo e contente em uma aula de Teoria da Comunicação II, ministrada pelo professor Cilon, quando ele começou a apresentar o conteúdo e as coisas borbulharem na minha cabeça.
Explicação vai, explicação vem, e eu comecei a pegar “questões” que ficaram subjetivas no diálogo dele, e é à elas que dedico este post:
1) Estamos vivendo uma real pós-modernidade ou apenas em uma modernidade saturada?
2) Como (e se) a globalização influência a sociedade vigente?
3) Já tem chips de inteligencia artificial para humanos!? (risos)
Estas e outras questões eu “pesquei” em sala de aula, no entanto as outras fogem um poco desde contexto e preferi não publicar.
Antes de começar os comentários vale lembrar o que seria a pós-modernidade e a modernidade segundo a wikipédia.
Pós-modernidade é a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também denominado pós-industrial ou financeiro… Segundo um dos pioneiros no emprego do termo, o francês François Lyotard, a “condição pós-moderna” caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais “garantias”, posto que mesmo a “ciência” já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.
A modernidade costuma ser entendida como um ideário ou visão de mundo que está relacionada ao projeto de mundo moderno, empreendido em diversos momentos ao longo da Idade Moderna e consolidado com a Revolução Industrial. Está normalmente relacionada com o desenvolvimento do Capitalismo… A primeira tentativa de caracterização da modernidade pode descrevê-la como um estilo, um costume de vida ou organização social, surgido na Europa a partir do século XVII e que devido a sua influência veio a se tornar mundial.
Com os conceitos em mão da primeira questão vamos raciocinar. Estamos vivendo em uma sociedade onde a coisa chegou a loucura, ao estado de caos e tudo está fora de ordem ou isso seria apenas uma sociedade moderno-saturada?
Sinceramente o que me parece é que estamos em um outro mundo, onde as coisas saíram de controle fazendo assim constituir-se um estado pós-moderno onde as pessoas e os sentimentos tornaram-se líquidos, descartáveis, substituíveis.
Vemos todos os dias pessoas matando outras pessoas, “pais” jogando seus filhos da janela, o tráfico tomando conta, e os nossos líderes que deviam de fato estar liderando ou ao menos tentando controlar tudo isso, enchem seus bolsos de dinheiro público e as coisas ficam por isso mesmo, ninguém viu, ninguém vê.
A tudo isso soma-se a desestruturação famíliar, os pais empenham-se mais em trabalhar loucamente para ter uma vida melhor, e esquecem-se dos prazeres em família; conversas não existem mais, sobra espaço pros atritos e anseios, e creio que isto se dá de forma geral, por todos os membros da familía.
Vejo também, que cada vez a huminidade está caminhando sem saber onde chegar, as coisas estão mudando muito, mas muito rapidamente, e ai entra a influência midiática e social, e o que fazer? Como fazer? Quando fazer? e principalmente POR QUÊ fazer?
Será que toda esta loucura gerada por este sistema pós-moderno tem de fato valido a pena? Estamos FELIZES com toda essa loucura e correria? Fica em aberto e passemos para a próxima questão.
Antes de expor minha opinião sobre esta resposta farei outras perguntas: Quantos de vocês usam boné? Quantos ouvem rock? Quantos usam girias do tipo “brother”, “cool” etc.? Acho que em partes esta pergunta está respondida, é claro pra mim a influência que a globalização faz sobre a sociedade. Enquanto escrevo este post ouço Fisherspooner, de onde é essa banda??? Do “BraZil”????
Mas até que ponto esta influência global nos afeta diretamente, estamos perdendo nossa cultura? Nossos costumes, ou estamos criando uma nova forma de ser e viver? Bom se os grandes filósofos e estudiosos não conseguem responder isso, não será eu, mero estudante que resolverei as questões mundiais, mesmo achando que em partes estamos perdendo um pouco da nossa identidade como brasileiros, mas isso é um pouco relativo.
O último assunto citado pelo prefessor em aula que me fez pensar foi quando ele disse que “já existem pessoas com chips no cérebro e que não precisam estudar pra adquirir conhecimento”. Bom acho que ele se excedeu um pouco neste comentário, mesmo existindo os extropianos, que são pessoas que querem conseguir transferir insformações do cerebro para um chip, não creio que isso já seja possível, e se é, deve ser um invento militar altamente sigiloso, que não cairia em domínio público assim.
No entanto isso me fez pensar de fato no que seriamos se isso acontece de verdade, ainda seriamos humanos? Pós-humanos? ou outra coisa qualquer?
Bom deste post ficaram mais indagações do que propriamente respostas, mas, ainda ta em aberto o assunto, e como arrecem estou obtendo conhecimento teorico pra tais temas, não poderia sair mais que indagações mesmo.